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Cinema para poucos!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Projetor Perdido: Thursday (Quinta-Feira Violenta)


"Quinta-Feira Violenta" é um daqueles tesouros perdidos dos anos 90 que deveria ser conhecido por qualquer cinéfilo louco por produções direct to video.

A película assinada por Skip Woods é claramente influenciada pelo que acostumamos chamar de estilo "tarantinesco". Violência, sexo, e situações inusitadas fazem parte de um roteiro cheio de reviravoltas.


O elenco é encabeçado pelo carismático Thomas Jane - que construiu sua carreira no cinema classe b. Aaron Eckhart em início de carreira; Mickey Rourke fazendo jus ao seu estilo badass e a deliciosa russa Paulina Porizkova, que é capaz de provocar orgasmos involuntários em qualquer sujeito que goste da "fruta".

"Quinta-Feira Violenta" foi lançado em VHS e DVD em terras tupiniquins e teve algumas exibições na TV pela Band. O filme permanece injustamente no limbo do cinema mundial.

O filme está disponível (dublado) a preço de banana no Youtube.




Ficha técnica
Título: Thursday (Quinta-Feira Violenta) - 1998
Direção: Skip Woods
Roteiro: Skip Woods
Elenco: Thomas Jane, Aaron Eckhart, Mickey Rourke, Paulina Porizkova

Sinopse: Casey, um ex-traficante de drogas, muda de cidade a fim de recomeçar sua vida. Trabalhando como arquiteto e casado, tudo parece correr tranquilamente. Até o dia em que ele recebe a visita de um antigo companheiro e tudo o que havia deixado no passado volta à tona e passa a ameaçar sua nova vida.


Trailer


Aperta play que você vai curtir essa cena da Paulina









quinta-feira, 26 de maio de 2016

Deadpool - Superestimado, apelativo, descartável!


Título: Deadpool - 2016
Diretor: Tim Miller
Roteiro:  Rhett Reese, Paul Wernick
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Gina Carano


"Deadpool" chegou aos cinemas prometendo uma nova abordagem os filmes de heróis (ou anti-heróis). Mas o tiro saiu pela culatra! Apesar das inúmeras tentativas, esse longa sofre com os mesmo defeitos e equívocos das inúmeras produções oportunistas que Marvel, DC, Fox lançam no mercado.

"Deadpool" atira para todos os lados e não acerta o alvo. Começa querendo ser cool, caminha querendo ser cool, e termina querendo ser cool. E infelizmente ficou apenas na vontade...

A ideia era fazer piada com todo o mundo geek e principalmente com os filmes do gênero. O bombardeio de referências e piadas é tamanho, que até mesmo quem não é imerso neste universo consegue se localizar em alguma frase sarcástica e de péssimo gosto. Infelizmente as piadas prontas são a base do roteiro medíocre.


"Deadpool" não funciona como comédia. Será que funciona como ação?! Lógico que não! O problema aqui é o mesmo que encontramos em inúmeras produções - de heróis ou não - que são as temíveis cenas picotadas. Aqui a ação é mostrada como se fosse um vídeo musical de uma banda de rock "moderno" voltada para o público adolescente! Quem cresceu assistindo ao cinema de ação old school certamente ficá de cabelo em pé com essa abordagem "bunda mole" para cenas de violência.

Opa, citei direção?! Quem assina essa película é um tal de Tim Miller que não possui passado cinematográfico e pelo bem da sétima arte, não terá futuro nas grandes telas. O sujeito aposta em algumas metalinguagens para surpreender o público, mas que acabam se tornando objeto de vergonha alheia para os cinéfilos acostumados com esse tipo de abordagem. Colocar o personagem para "dialogar" com o público não é novidade e requer talento...

A produção escancara suas falhas através do roteiro e se justifica com o "baixo orçamento" para montar o longa. Meu amigo, com 58 milhões de dólares, um diretor que entende do riscado, faria um filme inesquecível, principalmente com a "liberdade" artística que o filme possui... É a primeira vez que se mostra sangue, sexo e palavrões em excesso em um filme do gênero.


O custo de produção não justifica o péssimo CGI que atormenta os globos oculares do coitado que pagou para assistir o filme. Sangue falso, balas falsas, personagens falsos...tudo feito por um CGI tão vagabundo, que deixaria as produções do SyFy com inveja.

Eu não iria comentar sobre o elenco, até porque não da para se esperar muito dos nomes escalados. Mas a falta de condução do diretor deixou tudo mais sofrível. Espere até assistir o que Ryan Reynolds fez com seu personagem! Ed Skrein "interpreta" um dos vilões mais vergonhosos de todos os tempos...uma pena ver a Gina Carano na sombra de um atorzinho de quinta categoria. Morena Baccarin é um bom nome da nova geração, mas aqui infelizmente (ou felizmente) apenas seus atributos físicos foram explorados.

"Deadpool" poderia ser o divisor de águas para o cinema de "heróis". Teve a liberdade artística para derrubar as barreiras que separam os fãs de hqs para os cinéfilos não iniciados nesse universo. Mas falhou em todos as suas tentativas! Uma metralhadora de equívocos que se disfarçou em piadas para adolescentes e ação para quem não tem bolas!






quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Como Sobreviver a um Ataque Zumbi: Descubra se eles são falsos!


Título: Como Sobreviver a um Ataque Zumbi (Scouts Guide to the Zombie Apocalypse) - 2015
Diretor: Christopher Landon
Roteiro: Carrie Lee Wilson
Elenco: Tye Sheridan, Logan Miller, Joey Morgan, Sarah Dumont

Em uma Hollywood infestada de zumbis sem graça e sem inspiração, eis que surge essa película que segue pelo mesmo caminho das inúmeras produções inspiradas nos mortos vivos, porém, "Como Sobreviver a um Ataque Zumbi" não tem medo do ridículo, apodrece em cenas clichês, e apresenta ao espectador um banquete divertido e sangrento.

"Como Sobreviver a um Ataque Zumbi" é um daqueles filmes que se tornaria cultuado caso fosse lançado na década de 80. Apostando em um roteiro voltado ao público adolescente, a trama foca em três jovens escoteiros, bobões e com hormônios em ebulição, que precisam salvar a cidade do apocalipse zumbi. Ridículo, não?


A equipe de escoteiros recebe a ajuda de uma garçonete deliciosa para a missão. E se você se incomodou em como me referi a personagem da moça, é bom passar longe desse filme. Aqui o que o mundo aprendeu a chamar de "machismo", é mostrado sem medo de críticas negativas. Apesar da nudez quase nula, o diretor Christopher Landon nos apresenta ângulos e situações onde as personagens do sexo "frágil" farão a cabeça de qualquer marmanjo.

Algumas cenas dificilmente sairão da cabeça até mesmo do público acostumado com produções trash. Aqui você irá descobrir como utilizar seu pênis quando estiver velho, além de presenciar uma das melhores cenas de sexo oral (offscreen, lógico) do cinema! Sem esquecer da velha zumbi chupadora de bundas! Essa podridão visual é embalada pela inspiradora trilha sonora que vai do pop de Britney Spears ao hard rock do Scorpions,


A produção apostou em efeitos old school com bonecos e sangue cenográficos, porém, nas cenas onde a carnificina acontece, o CGI entra em cena e se torna o ponto negativo da película.

"Como Sobreviver a um Ataque Zumbi" é o melhor blockbuster de terrir em muitos anos. Trash, clichê, ridículo e extremamente divertido. Ao fim da projeção você também irá se perguntar se "eles" são falsos!





sábado, 5 de dezembro de 2015

Corrente do Mal: A nova geração do terror



Título: Corrente do Mal (It Follows) - 2014
Diretor: David Robert Mitchell
Roteiro: David Robert Mitchell
Elenco: Maika Monroe, Keir Gilchrist, Olivia Luccardi


Faço parte da galera old school, que cresceu assistindo clássicos do terror, que hoje ganham remakes adaptados para uma juventude que tem preguiça em pensar e com isso se contentam com nudez e sustos fáceis. Receita infalível para produtores investirem constantemente em produções meia boca que infestam um gênero que já nos presentou com verdadeiros testamentos cinematográficos.

Mas existe os que levantam a bandeira da resistência e lutam para que a essência seja mantida; alguns exemplos são os diretores Ti West, Adam Wingard e agora com o excelente David Robert Mitchell - que assina este surpreendente "Corrente do Mal" (It Follows).


O filme possui um roteiro mediano, mas que cresce no decorrer da projeção, graças a orquestra conduzida por Mitchell. Para isso, o diretor faz uso de vários planos sequência e enquadramentos de câmera que raramente são vistos em produções do gênero. Sem esquecer de mencionar a fotografia e a montagem - que aliadas a trilha sonora nos remetem diretamente aos anos 80. A trama é situada justamente nessa época, apesar de não ser mencionado em nenhum momento o ano em que os personagens estão vivendo.

A sinopse é uma babaquice só, então resumirei para você. Uma jovem idiota apaixonada por um carinha também idiota, libera tudo para o cidadão. Acontece que esse rapaz possui uma maldição que é transmitida através do coito. Essa maldição consiste em uma entidade que anda lentamente até sua vítima. Mas fique tranquilo, esse espírito não é uma espécie de Samara, e sim pessoas "comuns" que andam até o amaldiçoado. Vale lembrar que o roteiro foi assinado pelo próprio diretor, ou seja, é uma obra autoral.


"Corrente do Mal" ganhou o público americano. Custou apenas 2 milhões de dólares e faturou mais de 14 milhões, apenas em solo americano. Um sinal de que ainda há esperança nessa juventude acostumada ao barulho e ao CGI barato - elementos que não fizeram parte desse filme.

"Corrente do Mal" se credencia como um dos melhores filmes de terror do ano. O horror clássico atualizado e pronto para ser desbravado por uma nova geração!




quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Tralhas que você não conhece: Monsturd - O Ataque da Montanha de Merda


Você leitor que pensou já ter visto de tudo. Prepare-se! Chegou a hora de conhecer o homem de merda!

"Monsturd" é uma diarreia feita por Rick Popko e Dan West que assinaram direção e roteiro dessa merda em forma de cinema! Lançado diretamente no underground americano, essa singela película rapidamente se tornou cultuada entre os fãs do cinema trash. A produção contou com apenas 3 mil dólares para filmar o longa, e lógico que fizeram bosta...

Divertido, nojento e fedido, imperdível para os fãs do cinema de merda!

"Monsturd" é conhecido por vários títulos criados por fãs, alguns deles extremamente criativos; "O Ataque da montanha de Merda" e "O Homem Merda".

A sensação após assistir esse filme, é a mesma de dar aquela bela cagada!



Sinopse: A história do maior serial killer americano Jack Schmidt (Brad Dosland) que escapa da prisão federal e a policia e o FBI estão em seu encalço. Ele tenta se esconder em uma galeria de esgoto, mas acaba caindo em uma piscina de produtos químicos da empresa Dutech. A combinação de fezes e essa química o transformam em uma criatura metade humano metade fezes, isso não parece abalar Schmidt que continua a cometer seus assassinatos.

Trailer


Filme completo (sem legenda)


Ficha técnica
Título: Monsturd - 2003
Direção: Rick Popko, Dan West
Roteiro: Rick Popko, Dan West
Elenco: Paul Weiner, Beth West, Dan Burr








quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Projetor Perdido: Retroactive (Inferno na Estrada)


"Retroactive" é uma produção B que foi lançada diretamente em vídeo no mercado americano. Lançado em 1997, a película possui bons nomes em seu elenco que é encabeçado pelo excelente e esquecido James Belushi, além da estonteante Shannon Whirry, que atuou em várias produções de qualidade duvidosa nos anos 90, e atualmente também caiu no esquecimento.

O diretor Louis Morneau aplicou técnicas simples e eficientes para dar ritmo a um roteiro limitado - que mostra uma história batida de viagem ao tempo onde os personagens ganham uma nova oportunidade de viver um momento crucial em suas vidas.

Lançado em terras tupiniquins como "Inferno na Estrada", o filme foi reprisado várias vezes nas madrugadas da rede Globo e se tornou um pequeno tesouro na memória de muitos cinéfilos.






Ficha técnica
Título: Retroactive (Inferno na Estrada) - 1997
Direção: Louis Morneau
Roteiro:  Michael Hamilton-Wright
Elenco: James Belushi, Kylie Travis, Shannon Whirry

Sinopse: Psicóloga que viaja por estrada deserta pega carona com psicopata e sua esposa. O pesadelo de vida e morte acaba quando ela consegue fugir e se refugia em galpão abandonado, onde encontra homem que constrói máquina do tempo e pede para usá-la para voltar no tempo e evitar de cometer o erro de pegar a carona.

Trailer



Filme completo (Dublado)







terça-feira, 11 de agosto de 2015

Cinquenta Tons de Cinza: Assista antes de se tornar uma bobinha submissa


Título: Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey) - 2015
Diretor: Sam Taylor-Johnson
Roteiro: Kelly Marcel, E.L. James
Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Jennifer Ehle


"Cinquenta Tons de Cinza" figurando por aqui?

É isso mesmo meu amigo, e antes que você fuja dessas linhas, eu preciso esclarecer que eu também tinha um "preconceito" com tudo relacionado aos livros, o filme e até os fãs (em sua maioria mulheres) que se encantaram por um história clichê e totalmente machista.

Meu preconceito continua, porém em escala menor. O livro eu não li e não farei, porém, assisti o filme com a mente aberta e encontrei um roteiro perdido, mas que poderia render boas histórias para o casal protagonista. Vamos lá!


Anastasia Steele é uma estudante de literatura, tímida, virgem e que vive em um mundinho particular e restrito. Ela substitui a amiga em uma entrevista com o milionário e "gostosão" Christian Grey, e se apaixona perdidamente pela cantadas de pedreiro que ele aplica na moça já nas primeiras cenas.

Agora leitor, pense na maioria das garotas que você conhece com a mesma descrição da personagem. Elas cairiam facilmente nas "garras" de um milionário sedutor?

O roteiro não tem muito o que dissecar da personagem Anastasia Steele que se mostra frágil e submissa por migalhas de amor, ou seja, é uma personagem vazia que nada acrescenta aos espectadores e mesmo a história. Ela seria apenas um trampolim para seu amado Grey, mas...


Como já deve ser de seu conhecimento, o rapaz é praticante de BDSM. Em certo momento da projeção, ele apresenta um quarto de "tortura e prazer" para a bobinha apaixonada. E logo depois emite um contrato de submissão, totalmente humilhante.

E o roteiro se foca nisso durante a maior parte da película. Um grande erro, até porque o lado psicológico do personagem Grey é interessante. Machucar sexualmente, fisicamente e moralmente quem ele ama, é um fuga psicológica que renderia um bom estudo de personagem, porém, a intenção do filme não é essa.

As cenas de sexo são esteticamente belas, porém, deixam a desejar se comparadas com os clássicos do cinema erótico. Destaque para a excelente trilha sonora, que ao menos da um "charme", nesse romance sessão da tarde com cenas de sexo.


Péssima atuação de Dakota Johnson (Anastasia Steele), que utiliza uma linguagem corporal irritantemente constrangedora, até mesmo para as garotinhas que se identificam com sua personagem. São mordidinhas nos lábios e olhares de sofrimento que não acabam.

Jamie Dornan (Christian Grey) é péssimo e só está ali por seus atributos físicos. A atuação do rapaz contribui ainda mais para a destruição de um personagem que seria interessante.

"Cinquenta Tons de Cinza" vale ser visto como curiosidade, por quem ama ou odeia essa história que virou, pasmem, best seller. Se tem alguma coisa que essa película trouxe de bom para o cinema, foi a possível volta do gênero erótico ao circuito.

E não morda os lábios!




quinta-feira, 28 de maio de 2015

What Me Do in the Shadows: Vampiros com problemas sociais em terrir inovador


Título: What We Do in the Shadows - 2014
Diretor: Jemaine Clement, Taika Waititi
Roteiro: Jemaine Clement, Taika Waititi
Elenco: Jemaine Clement, Taika Waititi, Cori Gonzalez-Macuer

Filme neozelandês que se aventura na junção de found footage e terrir com pitadas trash - como não poderia deixar de ser. Essa produção certamente passaria despercebida por muitos se não fosse a internet - que já está transformando a película em cult.

Nossos olhos são as câmeras de alguns cineastas - que assinaram um contrato para não serem devorados. Eles acompanham um grupo de vampiros de personalidade distintas que dividem a mesma casa. O roteiro foca nos problemas "sociais" que esses seres das trevas enfrentam; a busca por sangue humano, os amores perdidos, a luz do sol, e até mesmo a dificuldade de se vestir adequadamente aos padrões sociais.

Escrever sobre qualquer cena do filme poderá estragar as boas surpresas que o roteiro apresenta no decorrer de toda a projeção, então pouparei você de spoilers involuntários, focarei apenas no aspecto técnico, que eu não entendo (quase) nada.


A direção/roteiro foi assinada pela dupla Jemaine Clement e Taika Waititi, que também atuam como protagonistas, ou seja, estamos diante de uma obra totalmente autoral e de baixo orçamento. A dupla faz o que quer e torna o longa uma homenagem ao cinema de terror, mostrando vampiros, lobisomens, bruxas, zumbis e até fadas, de uma maneira nada convencional.

Nossos amados vampiros não podem ser expostos a luz do sol, então a película tem a noite como seu berço, e é nela que a direção se sobressai com total controle sobre a iluminação, além de explorar cenários que nos remetem á cultura gótica. Lembrando que apesar de ser um falso documentário, os diretores não apelam para câmeras tremendo ou gritaria desenfreada; muitas vezes durante a projeção esquecemos que estamos diante de um found footage.


What Me In Do In The Shadows pode ser considerado uma "virgem com sangue fresco" em meio a um monte de "carne podre" que o cinema produz incansavelmente. Com humor refinado, ao melhor estilo inglês, o filme apresenta uma releitura sobre o mito dos vampiros e os aproxima dos humanos. Assista agora!








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