quinta-feira, 26 de maio de 2016

Deadpool - Superestimado, apelativo, descartável!


Título: Deadpool - 2016
Diretor: Tim Miller
Roteiro:  Rhett Reese, Paul Wernick
Elenco: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, Gina Carano


"Deadpool" chegou aos cinemas prometendo uma nova abordagem os filmes de heróis (ou anti-heróis). Mas o tiro saiu pela culatra! Apesar das inúmeras tentativas, esse longa sofre com os mesmo defeitos e equívocos das inúmeras produções oportunistas que Marvel, DC, Fox lançam no mercado.

"Deadpool" atira para todos os lados e não acerta o alvo. Começa querendo ser cool, caminha querendo ser cool, e termina querendo ser cool. E infelizmente ficou apenas na vontade...

A ideia era fazer piada com todo o mundo geek e principalmente com os filmes do gênero. O bombardeio de referências e piadas é tamanho, que até mesmo quem não é imerso neste universo consegue se localizar em alguma frase sarcástica e de péssimo gosto. Infelizmente as piadas prontas são a base do roteiro medíocre.




"Deadpool" não funciona como comédia. Será que funciona como ação?! Lógico que não! O problema aqui é o mesmo que encontramos em inúmeras produções - de heróis ou não - que são as temíveis cenas picotadas. Aqui a ação é mostrada como se fosse um vídeo musical de uma banda de rock "moderno" voltada para o público adolescente! Quem cresceu assistindo ao cinema de ação old school certamente ficá de cabelo em pé com essa abordagem "bunda mole" para cenas de violência.

Opa, citei direção?! Quem assina essa película é um tal de Tim Miller que não possui passado cinematográfico e pelo bem da sétima arte, não terá futuro nas grandes telas. O sujeito aposta em algumas metalinguagens para surpreender o público, mas que acabam se tornando objeto de vergonha alheia para os cinéfilos acostumados com esse tipo de abordagem. Colocar o personagem para "dialogar" com o público não é novidade e requer talento...

A produção escancara suas falhas através do roteiro e se justifica com o "baixo orçamento" para montar o longa. Meu amigo, com 58 milhões de dólares, um diretor que entende do riscado, faria um filme inesquecível, principalmente com a "liberdade" artística que o filme possui... É a primeira vez que se mostra sangue, sexo e palavrões em excesso em um filme do gênero.


O custo de produção não justifica o péssimo CGI que atormenta os globos oculares do coitado que pagou para assistir o filme. Sangue falso, balas falsas, personagens falsos...tudo feito por um CGI tão vagabundo, que deixaria as produções do SyFy com inveja.

Eu não iria comentar sobre o elenco, até porque não da para se esperar muito dos nomes escalados. Mas a falta de condução do diretor deixou tudo mais sofrível. Espere até assistir o que Ryan Reynolds fez com seu personagem! Ed Skrein "interpreta" um dos vilões mais vergonhosos de todos os tempos...uma pena ver a Gina Carano na sombra de um atorzinho de quinta categoria. Morena Baccarin é um bom nome da nova geração, mas aqui infelizmente (ou felizmente) apenas seus atributos físicos foram explorados.

"Deadpool" poderia ser o divisor de águas para o cinema de "heróis". Teve a liberdade artística para derrubar as barreiras que separam os fãs de hqs para os cinéfilos não iniciados nesse universo. Mas falhou em todos as suas tentativas! Uma metralhadora de equívocos que se disfarçou em piadas para adolescentes e ação para quem não tem bolas!






Um comentário:

  1. Li algumas críticas elogiando, mas ainda não assisti para ter minha opinião.

    Abraço

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