quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Centopéia Humana (The Human Centipede) - 2009


Atenção leitores! anotem esse nome, Tom Six. O sujeito responsável por ter uma das idéias mais repugnantes da história da sétima arte. Utilizar os genes humanos com o de animais para criar uma nova "espécie" é comum no cinema, quem ai não se lembra de "A Mosca" maior exemplo do gênero? Nessa produção dirigida e roteirizada pelo rapaz a idéia é explicada de forma científica com uma linguagem simples e habilidosa. Após a exibição fiquei me perguntando ignorantemente se realmente uma centopéia humana daria "certo" se criada nas mesmas condições mostradas no filme, que acima de tudo é divertido.



Dr. Josef Heiter respeitado cirurgião de gêmeos siameses quer dar um passo além...então resolve criar uma linda centopéia com seus cães, o projeto é bem-sucedido e não demora para que o maluco resolva construir uma centopéia humana.


Tutorial de como contruir sua "centópeia".

Sequestre três pessoas fisicamente "compatíveis", remova a rótula para que as vítimas tenham de andar de 4 então cirurgicamente costure-os boca-ao-anûs para formar uma cadeia de centopéia. A primeira pessoa se alimenta normalmente enquanto a segunda e a terceira pessoa se alimentam diretamente no anûs. Por último vem a parte mais desgastante, trabalhar o psicológico de sua linda centopéia, para que como um bicho de estimação ela te ame e fique totalmente dependente de você.


Fim do tutorial.



Apesar de toda bizarrice o filme funciona apenas por sua ideia central, até porque a produção cai nas armadilhas do gênero com personagens "burros" e soluções fáceis; ainda assim alguns pontos merecem destaque como a direção de Tom Six que constrói uma áurea anos 80 para a película; e a monstruosa atuação de Dieter Laser como Josef Heiter que merece aplausos. 

A maior decepção do filme é justamente a centopéia que na teoria é chocante mas na execução ficou aquém do esperado, mesmo com essa "falha" a "figura" da centopéia causa desconforto no espectador.

"A Centopéia Humana" é um retrato da mente humana, consequencia de um mundo onde as atitudes do homem afetam diretamente sua própria espécie que cada vez mais procura uma forma de se auto extinguir. Termino essas linhas com a explicação mais simples e eficiente do personagem Josef Heiter para seus atos.

"Não gosto de humanos".






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