terça-feira, 18 de junho de 2013

Amor Profundo (The Deep Blue Sea) - 2011


Histórias de amor no cinema são tão comuns que muitas vezes deixamos várias produções passarem despercebidas, até por já imaginarmos por quais caminhos a trama vai caminhar. Amor Profundo nada contra a maré e mostra as consequências de um amor não correspondido.



Hester Collyer (Rachel Weisz) é esposa do juiz da Suprema Corte, William Collyer (Simon Russell Beale), um homem bem mais velho. Ela tem um amante, o piloto da Força Aérea Freddie Page (Tom Hiddleston) que, além das dificuldades financeiras, sofre com o alcoolismo. Não demora muito para que o juiz descubra a infidelidade de sua esposa e aconteça a separação - Hester fica livre para viver seu amor.

O relacionamento entre o casal de amantes se resume basicamente em Hester vivendo em um pequeno apartamento, sujeita a mendigar o amor de Freddie que a visita quando bem entende, e isso não o torna vilão a partir do momento no qual o personagem expõe isso para sua "amada" em duras palavras.

Daí em diante, o longa foca na dificuldade de sua protagonista em conviver consigo mesma. A personagem é uma caricatura de si mesma; uma mulher que vivia um casamento infeliz, procurou amor em um sujeito que só a vê como amante e se torna vítima de si mesma e de tudo ao seu redor. O suicídio que Hester tenta já no inicio da projeção deixa bem claro a infelicidade que vive em seu psicológico.

A direção e o roteiro foram assinados por Terence Davies, influenciado pela velha escola do cinema para comandar uma produção de época, mais precisamente dos anos 50, muito bem retratada pela produção, figurino e fotografia impecáveis.

Destaque para a trilha sonora - uma das melhores dos últimos tempos! Todo o elenco apresenta atuações excelentes, principalmente Rachel Weisz que, mais uma vez, mostra que é acima da média e entrega uma performance digna de aplausos. Tom Hiddleston não decepciona com um trabalho correto e sem exageros.

Amor Profundo é uma drama que caminha pelo lado psicológico, e nos faz refletir que só estamos disponíveis para proporcionar amor quando aprendemos o real significado desse sentimento.

Crítica feita por mim para o portalcritico.com




Um comentário:

  1. Se foge do convencional....no mínimo merece uma visita.

    abraços e valeu pela dica.

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