terça-feira, 21 de maio de 2013

O Último Trem (The Midnight Meat Train) - 2008


Para escrever sobre "O Último Trem" se faz necessário comentar um pouco sobre a mente por trás desse projeto, Clive Baker que aqui assina roteiro e produção. Esse sujeito foi responsável por uma das melhores e mais assustadoras produções de terror de todos os tempos, o clássico "Hellraiser"; o demonio Pinhead - o sujeito com o rosto cheio de alfinetes, até hoje é uma das referencias de "medo" da sétima arte. Baker ainda foi é "culpado" por criar outro "monstro" do cinema, o assustador Candyman, "O Misterio De Candyman" comprovou a genialidade do sujeito, que ainda conta com outros clássicos como "Raça Das Trevas" e "A Maldição De Quick Silver".

Apresentação devidamente feita chegou a hora de comentar sobre "O Último Trem" onde Baker escalou o Japonês Ryhuei Kitamura, conhecido por obras do porte de "Azumi" e "Portal Da Ressureição", aqui o oriental faz sua estreia no cinema americano.

No elenco temos Bradley Cooper como protagonista, sim aquele mesmo de "Se Beber Não Case" e "Amor A Toda Prova", vivendo o fotógrafo Leo Kaufman que é contratado por uma renomada proprietaria de galeira de arte Susan Hoff (Brooke Shields), para registrar através de suas lentes o lado obscuro da humanidade. Kaufman então resolve fotografar as madrugadas de uma estação de trem; é nesse cenário que o rapaz cruza com o assassino Mahogany (Vinnie Jones) um assassino que ataca cruelmente seus passageiros sempre no ultimo trem do dia.

Fascinado pela oportunidade de se tornar famoso com suas fotos e ainda desvendar vários assassinatos Kaufman entra em um jogo psicológico onde o único afetado sera ele; a busca por imagens do sanguinário Mahogany se torna uma obsessão que afeta diretamente seu relacionamento com sua namorada Maya Jones (Leslie Bibb).

A história de Baker caminha por lugares comuns até o momento onde grandes revelações são feitas e um final assustadoramente saboroso e original aguarda o espectador; em outras palavras o filme caminha pelo suspense e em seu terceiro ato se torna um terror digno de uma das mentes mais insanas da sétima arte.

O diretor Kitamura não economiza no sangue e na brutalidade de suas cenas, espere até ver o assassino amassando o cranio de suas vitimas com o auxilio de um martelo, tudo on screen; de quebra o diretor nos presenteia com uma cena sensacional onde os persongens realizam um embate físico no trem em movimento onde a câmera de Kitamura entra e sai do local sem perder o foco na luta, utilizando recursos cinematográficos que raramente são vistos nesse tipo de produção.

"O Último Trem" é um pesadelo em forma de cinema, escrito por uma mente genial e doentia, com direção e elenco acima da media essa obra se torna obrigatória para todos os fãs do horror.








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