quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Tralhas que você não conhece: O Biscoito Assassino


Pode acreditar! É isso mesmo que você leu. O Biscoito Assassino existe e possui uma franquia de três atentados cinematográficos.

O filme contra a história de um perigoso criminoso que é morto em uma espécie de padaria, e tem seu sangue misturado acidentalmente com uma receita de biscoitos...

Detalhe que no primeiro filme da franquia o tal assassino é o canastrão Gary Busey.



Esse vídeo mostra os melhores momentos da tralha



Trailer




Ficha técnica: 

Título: O Biscoito Assassino (The Gingerdead Man) - 2005
Direção: Charles Band
Roteiro: William Butler, Domonic Muir
Elenco:  Gary Busey, Robin Sydney, Ryan Locke














terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dinheiro Sujo (Cold Comes the Night) - 2013


Título: Dinheiro Sujo (Cold Comes the Night) - 2013
Diretor: Tze Chun
Roteiro: Tze Chun, Oz Perkins
Elenco:  Alice Eve, Bryan Cranston, Logan Marshall-Green

Esse é um daqueles filmes em que você assiste por acaso ou por um motivo especifico, no meu caso o nome de Bryan Cranston ilustrando a capa, foi o suficiente para a película ter minha completa atenção.

O título nacional apesar de calhorda, foi feliz em passar o clima de suspense ao melhor estilo Supercine. Com um bom e previsível roteiro, o espectador mais ligado perceberá as reviravoltas da trama antes mesmo das mesmas ganharem forma, e sem muita dificuldade acertará o final.

Acredite, apesar de previsível o filme diverte justamente por sua simplicidade e por personagens que facilmente ganham a simpatia dos espectador; a protagonista Chloe (Alice Eve) é uma mãe solteira que vive em um motel de beira de estrada com sua pequena filha e passa por evidentes dificuldades financeiras; assim como o enigmático vilão Topo (Bryan Cranston), que no decorrer da projeção sofre de crise existencial.


A direção foi assinada por Tze Chun que não possui nada de relevante em seu currículo; aqui o diretor faz o básico e utiliza de alguns recursos técnicos para transformar cenas comuns em boas cenas de suspense - um exemplo é a cena onde Topo encontra seus chefes dentro de um carro em uma garagem deserta em meio a noite; o mais comum nesse tipo de cena é um desenrolar previsível, violento e nada assustador, porém, o diretor nos entrega uma cena cheia de suspense utilizando a sugestão como sua principal arma, criando uma climão bastante peculiar.

O grande destaque fica para o elenco;  Bryan Cranston é um verdadeiro camaleão e consegue assim como em Breaking Bad construir um personagem amável e desprezível - o grande mérito foi desvincular totalmente seu atual trabalho de seu personagem de maior sucesso, o inesquecível Walter White. Lembrando que os personagens são bastante parecidos em personalidade; destaque para o sotaque polonês que o camaleão utiliza para compor sua atuação.


Alice Eve também merece atenção. Apesar de sua personagem possuir uma personalidade de fácil aceitação do público - a moça consegue imprimir sua própria identidade. Lembrando que a atriz possui uma boa coleção de papeis secundários em filmes de relativo sucesso.

"Dinheiro Sujo" é um suspense bem dirigido, com roteiro sem pontas soltas e com atuações de alto nível. A escolha certa para quem procura diversão sem grandes pretensões.




domingo, 23 de fevereiro de 2014

A Menina Que Roubava Livros - Páginas rasgadas!


Título: A Menina Que Roubava Livros (The Book Thief) - 2013
Diretor: Brian Percival
Roteiro: Markus Zusak, Michael Petroni
Elenco: Sophie Nélisse, Geoffrey Rush, Emily Watson


"A Menina Que Roubava Livros" é um dos grandes sucessos da literatura mundial e como de praxe ganhou sua versão para o cinema. Adaptações de livros para as telonas nunca foram de fácil concepção, mas algumas vezes o resulto é pífio - infelizmente é o que acontece com essa produção Americana/Alemã.

A história da garota que aprende a ler, se apaixona por livros e os rouba durante a guerra afim de partilhar suas histórias com seus vizinhos, deveria funcionar como cinemão, cheio de drama e cenas de guerra...mas o diretor Brian Percival resolveu rasgar as páginas do aclamado livro e nos presentear com um filme arrastado e sem alma.


A produção teve um cuidado especial com os cenários e figurinos, justifica os 35 milhões de dólares gastos, porém, ao assistir a película a sensação que temos é de estarmos diante de um filme para a TV, e isso meu amigo, é questão de feeling.

Atores podem salvar um filme de uma catástrofe total, e isso não acontece aqui. A atuação da protagonista Sophie Nélisse é sofrível ao ponto de fazer o espectador não se importar com a personagem. O mesmo acontece com o jovem Nico Liersch, que me fez rir com uma cena que deveria encher os olhos de lágrimas.

As crianças não deram conta do recado e o desastre só não foi maior graças as atuações de Geoffrey Rush e Emily Watson que carregam o filme nas costas e roubam as cenas nas quais participam.


O roteiro anda e não sai do lugar - no decorrer da projeção não sabemos se estamos assistindo um drama sobre guerra ou um drama sobre uma garota que está entrando na fase adulta. As cenas de guerra são praticamente nulas e as cenas dramáticas dignas de vergonha.

Eu não li o livro e não o farei graças ao resultado calhorda desse filme - espero que o livro seja infinitamente melhor e faça jus ao hyppe criado por trás das páginas.

A Menina Que Roubava Livros é uma coleção de erros e só está na mídia por ser baseado em uma história de sucesso mundial; não irá agradar aos espectador comum e muito menos aos fãs.





sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Lovelace - A Garganta Profunda!



Título: Lovelace (Lovelace) - 2013
Diretor: Rob Epstein, Jeffrey Friedman
Roteiro: Andy Bellin
Elenco:  Amanda Seyfried, James Franco, Peter Sarsgaard, Sharon Stone, Robert Patrick, Juno Temple, Eric Roberts, Adam Brody


Eu não conhecia muito sobre a atriz pornô Linda Lovelace, sabia apenas que ela tinha feito o famoso "Garganta Profunda", considerado clássico do gênero, então minha expectativa era ver uma louca história de sexo e drogas...engano!

Amanda Seyfried é a protagonista e confesso que está foi minha principal motivação para encarar um filme que eu pensava ser uma versão teen do famoso "Boogie Nights" do diretor Paul Thomas Anderson. Eu também não esperava que a atriz fosse encarar com naturalidade cenas de sexo e nudez...outro engano!

O roteiro é bem ágil e conta a história de forma simples e eficaz - não enchendo a paciência do espectador com voltas e mais voltas para chegar ao ponto certo e que Lovelace entrou para o mundo da putaria.


A personagem vivida por Seyfried é o retrato de uma época onde as mulheres eram reprimidas e por isso facilmente manipuladas por homens como Chucky Traynor (Peter Sarsgaard) um calhorda que viu na jovem a oportunidade enriquecer no cinema adulto - para isso ele seduz a garota, casa com a mesma e constrói um mundo de medo e opressão entre o casal, para assim ter controle físico e psicológico sobre sua esposa.

O filme é feliz em passar a  mensagem que esse tipo de relacionamento sequestrada a identidade da pessoa oprimida, transformando esta em um objeto para o opressor...

Os diretores Jeffrey Friedman e Rob Epstein, entregaram um trabalho que não apela para as cenas de sexo gratuitas - o mesmo acontece com a parte dramática do filme, que não cai nas armadilhas do gênero - onde todos os pontos foram concebidos de forma correta, afim de atingir todos os tipos de espectadores.


O elenco possui nomes de peso como Sharon Stone e Robert Patrick que estão sensacionais como pais de Lovelace. Ainda encontramos Juno Temple, James FrancoAdam Brody e Eric Roberts em pequenas participações. Como não poderia deixar de ser o destaque fica para Amanda Sayfriend que até então entregou o papel mais polêmico de sua carreira; assim como Peter Sarsgaard que não deixa seu personagem virar o típico vilão caricato.

Lovelace possui uma atmosfera cult e consegue dizer ao que veio - surpreendendo o espectador que esperava um filme apelativo e vazio.






quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Rota de Fuga - Stallone e Schwarzenegger chutando bundas!


Título: Rota de Fuga (Escape Plan) - 2013
Diretor: Mikael Håfström
Roteiro: Miles Chapman, Jason Keller
Elenco: Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Jim Cavaziel, 50 Cent, Sam Neill


Quando Sylvester Stallone retornou ao cinema mainstream com "Rocky Balboa" e "Rambo IV", uma boa parte da imprensa especializada, caiu em cima e quase transformou o retorno do "dinossauro" em um grandioso vexame - o que não ocorreu graças a qualidade dessas produções, e ao carisma do "boca torta".

Aos poucos os idosos do cinemão de ação foram retornando, e o último grande herói a pegar o barco foi ninguém menos que o ex governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger - que retornou em os "Mercenários".

Resolvi citar esses fatos antes de entrar nas considerações sobre "Rota de Fuga" para lembrar a você a escassez de atores fodões que o cinema estava sofrendo em um época não muito distante. Não havia nada de novo, e a solução foi escalar a velha escola para chutar bundas!


Em Rota de FugaStallone vive Ray Breslin, um sujeito que ganha a vida testando prisões de segurança máxima. Isso mesmo! O calhorda é preso premeditadamente para tentar escapar de cadeias e assim descobrir falhas na segurança do local - mas como em todo bom filme de ação, nosso herói aceita um trabalho que levará ele aos limites físicos e mentais em uma jaula de segurança máxima totalmente fora dos padrões - nesse lugar ele conhece Swan Rottmayer (Arnoldão) que o ajudará a escapar do inferno.

Dirigido por Mikael Håfström que em seu currículo possui títulos como, Evil - Raízes do Mal; Fora de Rumo e O Ritual - aposta em uma linguagem rápida e personagens estereotipados para conduzir um roteiro simples - que privilegia ação rasteira e algumas reviravoltas. Nada de edição picotada aqui , ou seja, sem frescura e sem viadagem - um verdadeiro presente para Stallone e Arnoldão detonarem cada filha da puta que encontrarem pelo caminho!


O elenco é recheado de figuras conhecidas; o rapper 50 Cent em mais uma aventura no cinema; o esquecido e excelente Sam Neill; completando o time Vincent D´Onofrio e Vinnie Jones; com destaque para Jim Cavaziel, (o mesmo que viveu Jesus no polemico "Paixão de Cristo" de Mel Gibson) encarnando aquele típico vilão caricato e cheio de carisma que estávamos acostumamos a ver nos clássicos filmes de ação.

Rota de Fuga é tudo que a velha geração procura em um filme de macho, aqui a testosterona rola solta através de muita porradaria e chumbo grosso; não existem firulas e muito menos uma linguagem apelativa para conquistar adolescentes acostumados com herói bunda mole. Rota de Fuga é feito para homens e não para moleques!