quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Upside Down - 2012


Atualmente o cinema passa por crise de bons roteiros, isso faz com que uma nova ideia seja aceita com tanta euforia pelo público que muitas vezes não conseguimos exergar falhas na produção do filme.

"Upside Down" e um belo exemplo de roteiro original mas que se perde na execução da direção, como já citado, isso não fica evidente no decorrer da projeção, que consegue através de sua bela fotografia nos transportar para um mundo onde as leis da gravidade separam dois "mundos".

Adam (Jim Sturgess) é um cidadão do mundo "inferior", esse lado sofre com a falta de recursos financeiros e precaria tecnologia. Eden (Kirsten Dust) faz parte do mundo de "superior" onde o poder e os avanços tecnológicos são comuns.

Um mundo de cabeça pra baixo para o outro, logico que as pessoas do "mundo inferior" encontrariam um jeito de saquear e se comunicar com as pessoas do "mundo superior", até porque as "pessoas de cima" controlam financeiramente o mundo de "baixo".

Adam ainda criança caminhava por uma floresta onde no alto de uma montanha encontra Eden, os dois passam a conversar e surge um romance entre eles. Alguns anos se passam e já adultos o casal continua seu romance impossível, utilizando uma corda Adam consegue "puxar" literalmente Eden para o mundo inferior. Lógico que alguma tragédia aconteceria para separar o casal.

É proibido o contato fisico entre pessoas de mundos diferentes. O casal é descoberto, na corrida para fugir dos perseguidores Adam deixa Eden cair e pensa que a mesma faleceu com a queda. Alguns anos se passam e o garoto reencontra seu amor atraves da tv. É o suficiente para ele se aventurar no mundo "superior" atras de seu amor! Logico que ele consegue esse reencontro mas a garota sofre de amnésia, consequencia da queda.

O roteiro foca na reconquista de Adam, nas aventuras de um garoto do mundo inferior em um mundo totalmente diferente, foca nas armadilhas da gravidade!

A fotografia é excelente, a os efeitos beiram a perfeição. Furos no roteiro são facilmente percebidos, mas a atuação do casal protagonista e do restante do elenco conseguem manter a atenção do público.

"Upside Down" é uma experiência audio visual incrível e merece ser visto mesmo com seus defeitos!



sábado, 26 de janeiro de 2013

Curta - I´m Here



Algumas ideias são simples mas se bem executadas se transformam em algo grandioso. "I´m Here" é um curta assinado por Spike Jonze que conta a historia de dois robôs apaixonados.

Aqui tudo é executado de forma impecável com destaque para a fotografia e trilha sonora. Os robôs utilizam expressões feitas por computador que são manipuladas beirando a perfeição.

O roteiro é simples e cheio de metáforas, nos faz refletir sobre nosso jeito de "amar" e mostra o verdadeiro significado do amor. Obra de arte!

Assista ao curta completo abaixo

As Vantagens De Ser Invisível (The Perks Of Being A Wallflower) - 2012


Crítica feita por mim para o portalcritico.com

As Vantagens de Ser Invisível já entrega pelo seu título que o protagonista dessa produção tem um mundo muito peculiar devido ao suicídio de seu melhor amigo e do falecimento de sua amada tia. Lógico que isso traz consequências na vida do garoto, é nesse ponto que o roteiro vai focar no decorrer da projeção.

Charlie (Logan Lerman) está prestes a iniciar uma nova fase de sua vida no ensino médio, seu medo é imenso, afinal, seu estado emocional é frágil. O início dessa nova fase é mostrado de forma sútil, não soa exagerado e foca somente na solidão do garoto.

Após conhecer Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson) nosso protagonista ganha fôlego na sua luta contra a depressão e conhece um novo mundo, onde a amizade está acima de tudo. Eventuais romances surgem de forma natural, até para criar pontas para o roteiro chegar no foco principal que são os traumas vividos por Charlie.

O diretor e roteirista Stephen Chbosky também foi responsável pelo livro que inspirou o filme, então se trata de cinema conceitual. A direção mantém um bom ritmo a trama, utiliza para isso uma excelente trilha sonora, fotografia impecável e reprodução de época muito bem construída pela produção, afinal, aparentemente o filme se passa nos anos 80.

Atenção especial para o trio principal, Logan Lerman entrega uma atuação beirando a perfeição, Ezra Miller parece se encaixar em qualquer papel e Emma Watson definitivamente não será marcada por Harry Potter. No elenco ainda temos nomes como Paul Rudd e Kate Walsh.
As Vantages De Ser Invisível é tudo aquilo que muitos filmes sobre adolescentes tentaram ser, romântico, delicado e profundo conseguindo assim transmitir a mensagem principal sem soar piegas!





A Negociação (Arbitrage) - 2012


Crítica feita por mim para o portalcritico.com

Richard Gere é um ator contestado por boa parte do público. Com atuações duvidosas em toda a sua carreira, o astro parece viver mais de seu carisma do que do seu talento.

Em A Negociação ele entrega sua melhor performance na pele do inescrupuloso Robert Miller, um homem que utiliza máscaras na sua vida pessoal e profissional. Dono uma bilionária empresa em crise, Robert maqueia os números de suas finanças para conseguir vender seu negócio para outro empresário.

Em uma madrugada, Robert Miller e sua amante, Julie Côte (Laetitia Casta), sofrem um acidente. A mulher morre e ele abandona o local antes do carro explodir. A fuga de Robert Miller é providencial para preservar sua família e seus negócios. Afinal, um grande empresário conhecido por suas obras de caridade não poderia viver um relacionamento extraconjugal.

Obviamente, fugir desse acidente trará consequências. É aí que entramos em um jogo de gato e rato entre Robert e Michael Bryer (Tim Roth), um detetive disposto a tudo para incriminar o empresário, nem que para isso ele precise forjar evidências.

A direção segura de Nicholas Jarecki - que também assina o roteiro - consegue manter um bom ritmo para uma história. Não apresenta nada de original, mas funciona muito bem graças (também) ao seu elenco, que ainda conta com Susan Sarandon e Brit Marling.

Todos estão muito bem em seus papéis, mas Richard Gere rouba a cena e não será uma surpresa se o mesmo for premiado no Globo de Ouro.
A Negociação possui uma emblemática cena final, onde fica exposto que todos temos máscaras e, talvez, elas nunca sejam descobertas!




 

As Palavras (The Words) - 2012


Crítica feita por mim para o portalcritico.com

O cinema nos presenteia com histórias cujas tramas nos convidam a se emocionar - emoções muitas vezes adormecidas dentro da gente. As Palavras é um exercício desse "sentir" - não te faz chorar, mas te emociona. Faz acreditar e duvidar.

No início da projeção, somos apresentados a Clay Hammond (Dennis Quaid), um literato de sucesso que acaba de lançar seu novo livro e se encontra em uma palestra para a leitura do mesmo. O personagem principal de sua historia é Rory Jansen (Bradley Cooper), um escritor em crise artística e numa busca desesperada para escrever um best seller que o leve ao sucesso no mundo da literatura. Casado com Dora Jansen (Zoe Saldana), Rory chega, por um momento, a desistir de seu sonho.

Em uma viagem de lua de mel a Paris, o casal visita uma loja de antiguidades e encontra uma pasta antiga que chama a atenção deles. Após voltar de viagem, Rory acha dentro dessa pasta folhas gastas pelo tempo com uma história incrível - a qual renderia o livro de sucesso tão almejado.

Lógico que o protagonista resolve lançar o livro, e este vira um grande sucesso. Então o famoso escritor encontra um velho homem (Jeremy Irons) o qual se diz o personagem principal do livro. O encontro com esse homem faz Rory rever seus conceitos sobre si mesmo e os caminhos escolhidos para sua vida.

Qual a ligação de Clay Hammond, Rory Jansen e o "velho homem"? O que é ficção e o que é realidade?

As Palavras convida o público a uma autorreflexão sobre suas escolhas, e seu maior mérito é a dúvida! Imperdível!




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sound Of My Voice - 2012



Sound Of My Voice é mais um exemplar de cinema autoral feito com poucos recursos e que consegue transmitir sua mensagem de forma inteligente!

Na trama acompanhamos uma misteriosa seita comandada por Maggie (Brit Marling) que diz ser uma pessoa do futuro. O casal Peter Aitken (Cristopher Denham) e Lorna Michaelson (Nicole Vicious) investigam pequenas seitas para um documentário onde pretendem desmascarar e mostrar a verdade por trás desses curiosos "grupos".

Infiltrados como membros da curiosa seita, o casal entra em um perigoso jogo psicológico, onde a duvida sobre Maggie ser uma fraude ou não começa a mudar o comportamento do casal.

O roteiro assinado por Zal Batmanglij e Brit Marling trabalha com metáforas, afinal, não se trata de um filme de ficção científica e sim sobre o comportamento humano. Nossa pretenção e ego as vezes podem cegar e nos enganar, a verdade as vezes exposta em nossa frente pode passar despercebida ou não existe uma verdade? Lembrando que a dupla de roteiristas assinaram o excelente "A Outra Terra".

A direção também assinada por Zal Batmanglij consegue atraves do casal transportar o público para a trama, afinal Peter e Lorna tem caracteristicas que qualquer um de nós tem, logo a identificação com os personagens fica evidente.

Brit Marling esta hipnotizante, todo o elenco esta muito bem, até porque o filme se sustenta em seus personagens e se faz necessário boas atuações para tudo funcionar.

"Sound Of My Voice" não entrega nada mastigado, convida o espectador a pensar, o final em "aberto" é a prova disso! Somos reféns de nossos conhecimentos? Cairimos na armadilha de aceitar a profecia de "falsos" profetas ou devido ao nosso egocentrismo não conseguiríamos aceitar uma verdade diferente da que conhecemos? Esse filme não vai te responder mas vai te fazer refletir!





segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Curvas Da Vida (Trouble With The Curve) - 2012


Crítica feita por mim para o portalcritico.com

Muito se falou na volta do "motherfucker" Clint Eastwood aos cinemas e muito se falou depois da exibição de "Curvas da Vida". Muita gente não gostou e a crítica teve cuidado em "bombardear" de forma negativa a volta do velho "pistoleiro" as grandes telas! A verdade é que "Curvas da Vida" não é um filme ruim, mas carece de uma atenção e sensibilidade maior do público para "funcionar".

Clint vive Gus um velho rabugento que ganha a vida como olheiro de um time de beisebol, devido a sua idade avançada uma cúpula de diretores do clube quer que o velho se aposente e lógico que isso não é aceito por Gus, afinal, essa é a vida dele!

O diretor Robert Lorenz foi feliz em explorar a facilidade de atuação de Clint, ao mesmo tempo que provoca risos com situações do cotidiano como urinar e ler jornal, as dificuldades devido a idade fazem o velho Gus passar algo de melancólico para o público.

Amy Adams vive a filha de Gus, Mickey uma advogada que esta prestes a conseguir uma promoção e mantem um relacionamento distante com o pai. Ao ser informada por um amigo de seu pai que o mesmo está prestes a perder a visão a garota resolve viajar com o velho afim de se reaproximar e convencer o ranzinza a se tratar.

Gus viaja o país a procura de jovens talentos mas devido a seu problema na vista sua credibilidade para com seus amigos e companheiros vai caindo a ponto de sua decisão sobre contratar ou não um jogador não ser levada à sério.

No decorrer da viagem o roteiro vai criando situações para o "embate" de emoções que os personagens precisam. Mickey é uma mulher solitária que foi abandonada pelo pai muito nova e por isso tem problemas em se relacionar seriamente com homens. Gus é um velho que faria tudo pela filha mais não consegue demonstrar afetividade.

No desenrolar da trama Gus reencontra Johnny (Justin Timberlake) um ex-jogador descoberto por ele que encerrou a carreira precocemente devido a uma lesão. O roteiro passeia por lugares comuns e abre caminho para um provável romance entre Johnny e Mickey.

A direção é competente em dar vida e profundidade a personagens simples, lógico que com esse time de atores ficaria difícil não acertar! Além dos já citados ainda temos John Goodman e Robert Patrick.

Curvas da Vida tem muitos atrativos além de sua história simples e envolvente, a volta de Clint Eastwood, a sempre excepcional Amy Adams e a confirmação de Justin Timberlake como grande ator. Não vai mudar a história do cinema, mas não é um filme que se perderá no tempo!




sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Legado Bourne (The Bourne Legacy) - 2012


A trilogia Bourne foi um marco no cinema de ação da nova "geração", o bom roteiro e a direção impecável fizeram com que esses filmes se tornassem cultuados e servissem de inspiração para outros filmes do gênero. Diante disso quando escutamos a palavra Bourne, imediatamente pensamos em Matt Damon que deu vida ao personagem.

Acontece que Matt Damon foi chamado para o quarto filme da franquia e pulou fora do barco quando soube que o mesmo não seria dirigido por Paul Greengrass que foi responsável pelos filmes anteriores.

Tony Gilroy responsável por todo o roteiro da franquia foi escalado para dirigir essa continuação que acertou em cheio em focar no mundo em torno de Jason Bourne. Dificilmente outro roteirista conseguiria manter o fantasma Bourne presente ao longo de toda a projeção se não fosse escrito pelo seu próprio criador.

"O Legado Bourne" apresenta Aaron Cross (Jeremy Renner), agente de um programa secreto, que é perseguido apos a agencia encerrar o "programa", consequencia do caso Jason Bourne. Jeremy tem carisma e funciona como protagonista, faz uma boa dupla com Marta Shearing (Rachel Weisz) que trabalha no laboratório da cia e cuida da saúde dos "agentes". Com a queima de arquivo Marta tambem é perseguida, logico que o roteiro vai unir os personagens.

As cenas de ação continuam geniais, a trilha como de praxe continua excelente. No elenco ainda contamos com nomes de peso, Edward Norton sempre muito bem, Albert Finney e Joan Allen.

O legado foi mantido, o universo ao redor de Bourne foi apresentado de forma magistral, de quebra o roteiro abriu um leque de possibilidades para o restante da franquia!



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Última Casa Da Rua (House At The End Of The Street) - 2012

 

 Crítica escrita por mim para o portalcritico.com

"A Última Casa Da Rua" não é um filme de terror, fica o aviso para os mais desatentos, apesar do marketing das distribuidoras tentarem passar o contrário. O negócio aqui é um suspense clichê que só conseguiu destaque em todo mundo por contar da Jennifer Lawrence no papel principal, que se tornou a nova "musa" dos jovens devido a seu papel em "Jogos Vorazes".

Poucos atores conseguem um papel de impacto como Jennifer conseguiu em Inverno da Alma, muitas vezes o ator passa uma carreira toda em busca de um filme que foque essencialmente em sua atuação e isso aconteceu tão rápido na carreira dessa garota de inegável talento que nos perguntamos como ela pode aceitar um papel tão vazio como esse apresentado em "A Ultima Casa Da Rua".

Jennifer até tenta entregar uma atuação satisfatória mas o roteiro é tão vazio e batido que fica difícil extrair algo positivo de sua personagem. O mesmo acontece com a sempre eficiente Elisabeth Shue que faz o possível para mostrar alguma profundidade entre sua personagem Sarah, mãe de Elissa (Jennifer Lawrence).

Na trama as duas se mudam para a casa vizinha à "última casa da rua" onde ocorreu um assassinato anos atrás, uma criança acorda de madrugada e mata os pais à facadas. O roteiro foca na adaptação de Elissa ao novo lugar, mostrando seus novos amigos (adolescentes idiotas, lógico!) e no rapaz que vive na casa onde ocorreu o assassinato, o filho do casal morto, Ryan (Max Thieriot) que estava em um colégio interno na época do ocorrido.

Vale ressaltar a cena no início da projeção que mostra Carrie Anne assassinando os pais, em uma tentativa desastrosa de passar algo "sobrenatural" na cena, a direção resolveu jogar o cabelo da garota no rosto, virando uma versão loira da Samara! Até quando o cinema americano vai explorar essa imagem?

Passeando por lugares comuns lógico que o roteiro vai aproximar Elissa e Ryan. O personagem de Ryan se mostra o mais interessante da trama devido à sua fragilidade psicológica e consequentemente sua solidão. O resto vocês já podem imaginar! Algumas reviravoltas só desviam a atenção para um final previsível.
Diante disso tudo A Última Casa Da Rua diverte mas cai no esquecimento assim que acaba a exibição!




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Procura-se Um Amigo Para O Fim Do Mundo (Seeking A Friend For The End Of The World) - 2012


"Procura-se Um Amigo Para O Fim Do Mundo" pode enganar os mais desavisados sobre seu real objetivo. Não se trata de um filme catástrofe que foca na sobrevivência da raça humana ou nos oferece um bombardeio de efeitos especiais visando apenas o fim dos tempos.

O fim do mundo é apenas o pano de fundo para Dodge(Steve Carrel) e Penny (Keira Knightley) partirem em uma viagem na busca de um sentindo para viver. A direção e o roteiro foram assinados por Lorene Scafaria que consegue em poucos minutos de projeção encaminhar o publico para a mensagem que o filme pretende passar.

Apos um anuncio na radio informando que um meteoro esta prestes a se chocar com a terra e que não haverá salvação para o mundo, o roteiro volta suas atenções para Dodge, que logo após o anuncio vê sua noiva "pirar" e sair correndo literalmente de sua vida. Talvez por sua falta de motivação para viver, Dodge passa a desagradável sensação de antipatia para com o publico. Essa falta de carisma proposital abre um leque de opções para o roteiro explorar de varias formas a humanidade e fragilidade de seu personagem, conseguindo assim no final da projeção a simpatia e afeto do publico para com Dodge, que não seria uma figura tão interessante e profunda se não fosse interpretado de forma brilhante por Steve Carrel.

Penny é uma mulher desequilibrada emocionalmente que entra pela janela literalmente na vida de Dodge. O relacionamento confuso com sua família e com seu namorado fazem com que Penny viva a busca pro preencher seu vazio interior. Algumas pequenas mensagens podem passar despercebidas. Exemplo, enquanto uma pessoa sai correndo da sua vida, outra pode entrar pela janela e mudar tudo!

As pessoas vão "pirando" com o fim do mundo e Dodge e Penny resolvem pegar a estrada, Dodge quer reencontrar sua namorada da infância e Penny quer ajudar seu novo amigo, acompanhados de um "cachorrinho" que passa uma mensagem filosófica. O canino entra de repente na vida de Dodge, se torna dependente do novo dono assim como Dodge e Penny se tornam dependentes um do outro.

A direção imprime um bom ritmo a trama, com extrema sensibilidade. O fim do mundo nunca foi tão romântico!