domingo, 3 de março de 2013

Holy Motors - 2012


Holy Motors é um paradoxo, é um filme para se apreciar e tentar compreender as varias metáforas expostas no decorrer da projeção. Assinado por Leos Carax o roteiro não "aprofunda" seus personagens e não possui um história no sentido literal.

Acompanhamos um dia de trabalho de Oscar, um sujeito que não possui uma vida própria e com isso não desenvolve uma personalidade própria, ele vive de atuação, seu trabalho é viver a vida dos outros, é ser a pessoa que os outros gostariam que ele fosse, ele não existe e mesmo assim é essencial.

Oscar passa o dia em sua limousine onde possui um "camarim" com roupas e maquiagens para seu próximo trabalho/personagem, os poucos momentos onde não esta atuando são vividos com sua motorista Céline (Edith Scob) entre um compromisso e outro.

O grande mérito de Leos Carax é hipnotizar o espectador que entre emoções desconexas e estranhezas se sente curioso e visualmente seduzido a acompanhar esse película que imprime uma nova linguagem cinematografica.

Acima de tudo "Holy Motors" é uma homenagem ao cinema, os personagens vividos por Oscar fazem referência a gêneros e clássicos da sétima arte, facilmente encontramos o expressionismo, ficção cientifica, drama, comédia e ação. Espere até assistir a cena onde somos convidados a associar o que se passa na tela com a história de "A Bela e a Fera".

No elenco coadjuvante encontramos alguns rostos bem conhecidos como Eva Mendes e Kylie Minogue. Mas o destaque fica para a excepcional atuação de Denis Lavant que atua de forma quase "artesanal" dentro de personagens que estão atuando e vivendo uma vida que não os pertence.

Essa produção Francesa é um divisor de águas no cinema e será utilizada como estudo para novos e atuais amantes da sétima arte. Ao fim da projeção me questionei se a vida não seria um grande palco e nos pequenos atores em grandes atuações.




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