quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

As Aventuras De Pi (Life Of Pi) - 2012


Quem acompanha de perto o cinema, já viu de quase tudo e anseia por novidades revolucionarias ou novos clássicos que contenham a magia dos grandes sucessos. É quando nomes como Ang Lee entram em cena para nos presentear com uma obra poética, "pintada" com todos os cuidados para se tornar inesquecível.

A historia é sobre Pi (Suraj Sharma e Irffan Kan) que já adulto conta suas "aventuras" para um jornalista. A jornada começa com uma sutileza e carisma que conquista o público. Acompanhamos desde os problemas de Pi com seu nome verdadeiro, Piscina, até sua busca por fé em varias religiões - é nesse tópico que "As Aventuras de Pi" vai embarcar, é um filme sobre fé, acima de tudo.

E se religião não é um assunto muito bem visto por muitos, o roteiro trata de explorar o tema de forma discreta, sem atacar ou criticar nenhuma religião e sem soar piegas para os que não possui alguma crença.

E o náufrago do navio que leva Pi e um Tigre de Bengala iniciarem uma amizade inimaginável? Esse fato acontece depois de algum tempo de projeção e vem no momento certo, com o público devidamente envolvido pelo carismático protagonista.

Apartir desse momento prepare-se para acompanhar algum dos melhores efeitos visuais já feitos para a grande tela, um grande exemplo disso é o fato de não sabermos quando o Tigre é real ou de computação gráfica.

Vale ressaltar que Yann Martel, autor do livro o qual o filme é baseado, declarou que teve como inspiração o livro "Max e os Felinos", do escritor brasileiro Moacyr Scliar, que trazia a história de um refugiado judeu que deixava a Alemanha e cruzava o oceano Atlântico em um bote, juntamente com um jaguar.

"As Aventuras de Pi" é resultado de uma produção impecável com grande destaque para sua trilha sonora assinada por Mychael Danna que introduz ainda mais o espectador nesse mundo de descobertas emocionais e teológicas pela qual Pi passa no decorrer da projeção. No fim do filme ainda temos uma fábula sobre tudo que aconteceu e o final até certo ponto é subjetivo.

Ang Lee merece aplausos por conduzir essa opera cinematografica de forma esplêndida que resultou em um dos melhores filmes do ano de sua produção e forte candidato a se tornar clássico!




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